Ontem vi algo inacreditável enquanto esperava o pedido de três
marmitas para o almoço em família. Um fulano
com alguns folhetos de propagandas de produtos a ser consumido pela sociedade capitalista
olhava as ofertas ansiosamente enquanto fumava um cigarro, até aí tudo bem,
nada de anormal, quando de repente atirou-as ao chão sem remorso algum, nada de
pensar em enchentes etc. Fiquei um tanto quanto intrigada, afinal o fulano
estava “bem apanhado” e sujar as ruas me parece ser coisa de “gentinha”. Eu o olhei com tamanha perplexidade que amaçou
o último folheto de propaganda que ainda tinha em mãos e guardou no bolso da
bermuda que trajava. Distrai-me por um instante em meio a um belo gole d’água
que saciou imediatamente minha sede e ualala, o papel amassado se unia aos
companheiros que estavam juntos a guia de sarjeta, com uma diferença, este
estava amassado enquanto os outros ainda se mantinham intactos, pois não
sofreram a ira dos dedos humanos e ostentavam as ofertas aos transeuntes menos
distraídos. A esposa do fulano que exibia
uma postura exuberante e também esperava por marmitas, recebeu-as das mãos
cuidadosa da balconista e veio ao encontro do “maridão” e, como um belo casal
de pombinhos atravessaram a rua adentraram ao carro que se encontrava
estacionado a sombra de uma majestosa árvore, rumaram para um sossegado almoço
no lar doce lar. O que fiz? Recolhi o
material e coloquei-o numa “coisa” chamada lixeira.
"O historiador das ideias pode (por sua conta e risco) não dar a mínima para a economia, e o historiador econômico pode não dar a minima para Shakespeare, mas o historiador social que ignora um dos dois não irá muito longe." Eric Hobsbawm
domingo, 22 de março de 2015
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
SAWABONA!!!
Há
uma "tribo" africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.
A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo
como um ser bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas
às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou bom".
Sawabona
Shikoba!
SAWABONA é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
“Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim"
SAWABONA é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
“Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim"
Em
resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é:
"Então, eu existo pra você"
"Então, eu existo pra você"
Oração Celta
Que despertes para o
mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.
Que sejas abençoado nos Nomes Sagrados daqueles que suportam a nossa dor pela montanha da transfiguração acima.
Que conheças o suave abrigo e a graça restauradora quando fores chamado a resistir na morada da dor.
Que os pontos de escuridão no teu íntimo se voltem na direção da luz.
Que te seja concedida a sabedoria de evitar a falsa resistência e, quando o sofrimento bater à porta da tua vida, sejas capaz de lhe vislumbrar a dádiva oculta.
Que sejas capaz de enxergar os frutos do sofrimento.
Que a memória te abençoe e te abrigue com a arduamente obtida luz do esforço passado, que isso te dê confiança e segurança.
Que uma janela de luz sempre te surpreenda.
Que a graça da transfiguração te cure as feridas.
Que saibas que, embora a tempestade possa rugir, nem um fio do teu cabelo será magoado.''
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.
Que sejas abençoado nos Nomes Sagrados daqueles que suportam a nossa dor pela montanha da transfiguração acima.
Que conheças o suave abrigo e a graça restauradora quando fores chamado a resistir na morada da dor.
Que os pontos de escuridão no teu íntimo se voltem na direção da luz.
Que te seja concedida a sabedoria de evitar a falsa resistência e, quando o sofrimento bater à porta da tua vida, sejas capaz de lhe vislumbrar a dádiva oculta.
Que sejas capaz de enxergar os frutos do sofrimento.
Que a memória te abençoe e te abrigue com a arduamente obtida luz do esforço passado, que isso te dê confiança e segurança.
Que uma janela de luz sempre te surpreenda.
Que a graça da transfiguração te cure as feridas.
Que saibas que, embora a tempestade possa rugir, nem um fio do teu cabelo será magoado.''
(Textos
extraídos do livro “Ecos Eternos” de John O’Donohue;)
domingo, 26 de outubro de 2014
Lagoa das Flores foi aterrada com entulhos da demolição da antiga Igreja Matriz
Silvana A. Santos Paupitz*
Há mais ou menos cinco anos moro nas proximidades da tão polêmica Lagoa das Flores, e lamentavelmente esse nome não lhes faz justiça! Sendo assim, portanto parte da minha realidade é parte da Lagoa que tem sido
objeto de meus estudos e projetos desenvolvidos com alunos da Unidade Escolar José Augusto Lopes Borges, Araçatuba-SP.
Na busca do histórico do local referido, percebi uma forte ligação desta parte da natureza com a derrubada e destituição da igreja de Santo Onofre que sustentava com orgulho o título de padroeiro da cidade e para alguns,
lamentavelmente, conhecido por proteger bêbados e prostitutas. Sobre seus destroços construíram uma suntuosa catedral homenageando uma santa de altíssimo valor, Nossa Senhora Aparecida. Por favor, não me
entendam mal, nada tenho contra os santos e as santas, sou contra atitudes arbitrárias, e como diziam os “antigos”, desvestir um santo para vestir o outro...
Conta à história que um representante da Igreja Católica ordenou a construção da nova igreja, mas que fosse conservada em seu interior uma pequena relíquia da antiga igreja daquele santo não muito “católico”. De fato a igreja enchia os olhos dos crentes e não crentes. Era um belíssimo cartão postal, mas, como o ser humano nunca está contente e necessita se encaixar na tão famosa era da modernidade trouxe abaixo a venerada Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida para mais uma bela homenagem a santa de valor.
Se me permitem a comparação ousada, um “disco voador” de concreto armado sobre a base da antiga igreja fora construído. Bom, retomamos o nosso ponto de partida; a Lagoa das Flores, esta recebeu em seu veio, sem reclamar a priori, os destroços da igreja que havia através da força humana desabado. Um verdadeiro sítio arqueológico santo nasce neste local. Sem que o algoz perceba, a mãe natureza cava seus tuneis entre as entranhas da terra em absoluto silêncio e aflora a alguns metros do antigo leito, pequenas vidas aquáticas. Mansa, serena e ao mesmo tempo forte, ameaçadora, vingativa foi se apoderando do local transformando-o na nova moradia.
Lenda urbana? Não. Oficial ou oficioso são fatos até agora relatados. Tomo por lenda urbana, talvez, a história oficiosa de que alguns esotéricos que por Araçatuba passaram, alegaram que em seus corpos e espíritos sentiam uma força negativa demasiadamente grande devido à aura pesada e assustadora que paira sobre toda a cidade e se contextualizarmos essa parte da história de Araçatuba com a história do México, percebemos que sua capital fora construída pelos seus colonizadores sobre a antiga cidade asteca de nome Tenochtitlá. Será que a cidade do México sofre o mesmo estigma?
Qual seria a solução para acabar com essa “urucubaca” que envolve nossa cidade? Reconstruir as igrejas destruídas sem nenhum censo de preservação da memória histórica e cultural? Remover os destroços da Matriz que furiosamente obstruiu o veio da vida e repousa no leito natural da lagoa? Devolver ao santo dos bêbados e das prostitutas, o que é seu por direito, e que sem pudor alguns homens de “moral” surrupiaram? Agindo assim a Lagoa das Flores se tornaria inofensiva e pacata novamente onde fora esculpida de forma natural ou humana? Enchentes não mais levariam pequenos seres para os quintais de nossas casas e o que foi conquistado com muito suor e a longas prestações seriam preservados?
*Silvana A. Santos Paupitz é professora de História.
Há mais ou menos cinco anos moro nas proximidades da tão polêmica Lagoa das Flores, e lamentavelmente esse nome não lhes faz justiça! Sendo assim, portanto parte da minha realidade é parte da Lagoa que tem sido
objeto de meus estudos e projetos desenvolvidos com alunos da Unidade Escolar José Augusto Lopes Borges, Araçatuba-SP.
![]() |
| Vítima de enchente Lagoa das Flores de Araçatuba-SP |
Na busca do histórico do local referido, percebi uma forte ligação desta parte da natureza com a derrubada e destituição da igreja de Santo Onofre que sustentava com orgulho o título de padroeiro da cidade e para alguns,
lamentavelmente, conhecido por proteger bêbados e prostitutas. Sobre seus destroços construíram uma suntuosa catedral homenageando uma santa de altíssimo valor, Nossa Senhora Aparecida. Por favor, não me
entendam mal, nada tenho contra os santos e as santas, sou contra atitudes arbitrárias, e como diziam os “antigos”, desvestir um santo para vestir o outro...
![]() |
| Catedral Nossa Senhora Aparecida Araçatuba-SP- o disco voador |
Se me permitem a comparação ousada, um “disco voador” de concreto armado sobre a base da antiga igreja fora construído. Bom, retomamos o nosso ponto de partida; a Lagoa das Flores, esta recebeu em seu veio, sem reclamar a priori, os destroços da igreja que havia através da força humana desabado. Um verdadeiro sítio arqueológico santo nasce neste local. Sem que o algoz perceba, a mãe natureza cava seus tuneis entre as entranhas da terra em absoluto silêncio e aflora a alguns metros do antigo leito, pequenas vidas aquáticas. Mansa, serena e ao mesmo tempo forte, ameaçadora, vingativa foi se apoderando do local transformando-o na nova moradia.
Lenda urbana? Não. Oficial ou oficioso são fatos até agora relatados. Tomo por lenda urbana, talvez, a história oficiosa de que alguns esotéricos que por Araçatuba passaram, alegaram que em seus corpos e espíritos sentiam uma força negativa demasiadamente grande devido à aura pesada e assustadora que paira sobre toda a cidade e se contextualizarmos essa parte da história de Araçatuba com a história do México, percebemos que sua capital fora construída pelos seus colonizadores sobre a antiga cidade asteca de nome Tenochtitlá. Será que a cidade do México sofre o mesmo estigma?
| Capela de Santo Onofre Primeira igreja de Araçatuba - 1915 |
Qual seria a solução para acabar com essa “urucubaca” que envolve nossa cidade? Reconstruir as igrejas destruídas sem nenhum censo de preservação da memória histórica e cultural? Remover os destroços da Matriz que furiosamente obstruiu o veio da vida e repousa no leito natural da lagoa? Devolver ao santo dos bêbados e das prostitutas, o que é seu por direito, e que sem pudor alguns homens de “moral” surrupiaram? Agindo assim a Lagoa das Flores se tornaria inofensiva e pacata novamente onde fora esculpida de forma natural ou humana? Enchentes não mais levariam pequenos seres para os quintais de nossas casas e o que foi conquistado com muito suor e a longas prestações seriam preservados?
*Silvana A. Santos Paupitz é professora de História.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
domingo, 14 de setembro de 2014
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